O MAJOR PASTOR NICODEMOS DE SOUZA.

NOTA INICIAL DO AUTOR.

A Historiografia é um método científico de pesquisa . Envolve-se, também, com a arte de contar histórias e descrever acontecimentos vividos. É, também, mister prazeroso, pois, n’arte de escrever a história de vida de uma pessoa, você precisa pesquisar, pesquisar e pesquisar: coisa que fiz (e faço) com gosto!
No caso em questão, tanto nas pesquisas realizadas quanto nas descrições subsequentes, revivi momentos inesquecíveis. Nesses – passados ou presentes –, deletei-me: imerso na indescritível e saudosa lembrança de Nicodemos de Souza! Valeu muito, pela leitura do material pesquisado e a reordenação cronológica do período de 1925 a 2019, durante sua vida preciosa entre nós, e a compreensão de sua chamada ao Ministério Pastoral.
Vicejou alegre envolvimento, nas relembranças do tempo, de quando servimos nossa amada Instituição Militar Estadual [IME]: a Polícia Militar de Minas Gerais [PMMG]. Nessa, abrigou-se, outrora, o valente e lendário Alferes Joaquim José da Silva Xavier: O Tiradentes. No ano do Centenário do nascimento de Nicodemos de Souza, comemorou-se, igualmente, o Ducentésimo Quinquagésimo [250º] Aniversário de criação e Instalação de nossa admirada e respeitada IME.
Nas 588 páginas do arquivo, em PDF, contidas na Pasta Funcional do Servidor Militar, encontra-se o registro de que recebera, em 14 de setembro de 1942, o nº 15.375-9 da Força Policial de Minas Gerais. Verificou praça no Sétimo Batalhão de Caçadores Mineiros, em Bom Despacho; e, Recruta do Ensino, no Quarto Batalhão de Caçadores Mineiros, em Uberaba. Em 1972, foi promovido ao posto de Major do Quadro de Oficiais de Administração, e, em 1973, transferido para o Quadro de Oficiais da Reserva.
Da pasta funcional do biografado, retiraram-se informações e descrições de documentos importantes, analisando-as para transcrevê-las nesta historiografia. Tais documentos foram assinados por seus comandantes: o primeiro deles, no Sétimo Batalhão de Caçadores, o Tenente Coronel José Antônio Praxedes. Os três últimos, no Quinto Batalhão de Polícia, os tenentes-coronéis Laurentino de Andrade Filocre e Nélson Rodrigues (2º); e, no Batalhão Escola, o Major Nelson Bartels.
As cristalinas descrições deste Livro, em ameno e favorável entendimento, favorecem a você(s), estimado(a)s leitor(a)es; conhecer a principal personagem desta Historiografia. Foi um bom-despachense, nascido em 3 de março de 1925, naquela Cidade Sorriso, e, também, um e honorário belo-horizontino. De sua historicidade oral, soube-se que necessitaria de aprovação no Curso Primário, com a finalidade de matricular-se no Colégio do Caraça.
A mudança do destino, tão aguardado, aconteceu, após sua conversão ao protestantismo, durante um Culto Evangélico dos membros da Igreja Assembleia de Deus de Bom Despacho – IAD-BD. A reunião fora realizada numa comunidade – Caramba – do município de Leandro Ferreira – Minas Gerais.
A comprovação de sua escolaridade, juntada a outros documentos, encontrados em sua pasta funcional, favoreceu-o a ingressar, tempos depois, na Força Pública Policial de Minas Gerais. Então, no final do Outono de 1942, em 14 de setembro, Nicodemos de Souza engajou-se no Sétimo Batalhão de Caçadores Mineiros [7º BCM], com destino ao 4º BCM de Uberaba. Naquela Unidade da Força Policial, fez a Escola de Recrutas e serviu como Soldado. Pouco tempo depois, foi transferido para o Departamento de Instrução para fazer o Curso de Candidato a Cabo [CCC].
Alguns meses após a conclusão do CCC, o Cabo Nicodemos de Souza permutou com um colega da mesma graduação, do 7º BCM, a fim de servir naquela Unidade. Desse modo, cuidaria, presencialmente, de sua mãe, irmãos e parentes próximos. Naquele 7º BCM e depois 7º Batalhão de Infantaria, no período de julho de 1945 a janeiro de 1961, prestou serviços relevantes, culminando em suas promoções a 3º, 2º e 1ºs sargentos.
Passados aqueles dezesseis anos, retornou ao DI, após matricular-se no Curso de Formação de Oficiais da Administração [CFOA]. Antes de iniciar o 2º ano daquele curso, providenciou a mudança de sua esposa e filhos de Bom Despacho para Belo Horizonte. Algum tempo depois, convenceu sua mãe a mudar-se, com os dois irmãos mais novos para Divinópolis.
A continuidade de sua carreira foi em Belo Horizonte, no Departamento de Instrução, na condição de Aluno do CFOA, até ser declarado Aspirante-a-Oficial de Administração. Serviu no Serviço de Assistência Social, e, após ser promovido 2º-Tenente, foi transferido para o Quartel-General. Naquela unidade, foi promovido a 1º-Tenente e Capitão PM, e, transferido para o Contingente do Quartel-General, depois, para os 13º e 5º Batalhões de Polícia e [quando fazia o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais] para o Batalhão Escola – Voluntários da Pátria, onde foi promovido a Major PM, e ingressou no Quadro de Oficiais da Reserva no ano de 1973.
Em todo o tempo, na condição de servidor militar estadual, inexistiu qualquer óbice ao Major Reformado Nicodemos de Souza, para o cumprimento de sua Fé Cristã. Frequentou o Ministério da Assembleia de Deus, ao qual serviu, em Bom Despacho e Belo Horizonte. Naquela época, desempenhou, de forma voluntária, inicialmente, as diversas atividades de obreiro, no Pastoreio Regional. Depois, remuneradas, como Diretor da Diretoria de Finanças da mencionada organização religiosa. Para tal mister, foi-lhe de utilidade significativa a qualificação buscada nos cursos realizados na PMMG: na aprendizagem e prática da gestão administrativa de organizações. Qualificou-se, ainda, em Teologia, e exerceu a Andragogia [como Professor, Escritor e Cofundador e Diretor] da Escola Teológica Permanente Sião. Participou de seminários, congressos e viagens missionárias, nacionais e internacionais. O Pastor Nicodemos de Souza, nos vinte e um anos posteriores à sua Reforma da PMMG, dedicou-se, com responsabilidade, às atividades mencionadas. Na Diretoria de Finanças da IAD-BH, aplicou seus conhecimentos e muitas experiências acumuladas, em sua vivência, na gestão das finanças públicas e privadas. Como Pastor Regional, fortaleceu sua admirável liderança, e desenvolveu-a, na maioria das vezes, nos finais de semana, mediante presença constante, e exemplo a ser seguido pelos demais membros. Nos sete anos seguintes, após jubilar-se, O Major Pastor Nicodemos de Souza, no aconchego do seu Lar, vivenciou, relembrou e experienciou momentos de muita alegria e extremada tristeza. Na alegria, em sã convivência familiar, aproximou-se, ainda mais, no dia a dia, de sua esposa querida, filhos, noras e genros, netos e bisnetos. Celebraram – além das Bodas de Prata, Esmeraldas, Ouro, Diamante e Vinho – variados e inesquecíveis momentos com seus familiares e parentes. As tristezas emergiram, naturalmente, das perdas de pessoas queridas e próximas, tais como colegas de farda e de ministério. Entre os familiares, ainda em Bom Despacho, perdera o cunhado Silvério, morando em Belo Horizonte, participou dos funerais daqueles que dormiram antes dele. Pela ordem, foram sepultados os corpos de sua sogra Maria Rosa, dos cunhados José e Jaime, e de alguns sobrinhos, do sogro Francisco Teodoro, da mãe Josina, do irmão Pascoal; o filho Paulo, da irmã Nilza, do filho Silas e da esposa querida Graciosa. O Major Pastor Nicodemos de Souza começou a sentir o peso da idade avançada, após alcançar mais de nove décadas de nascimento. As hospitalizações ocorridas tornaram-se preocupantes e agravaram-se muito, debilitando-o, ainda mais, naquele início do verão de janeiro de 2018. Viu, por uns instantes, sua querida Graciosa, dormindo num ataúde, instantes antes de seu corpo ser conduzido ao jazigo terreno. Passado um ano e nove meses, após a orfandade deixada pela mãe, cunhada, tia, sogra, avó e bisavó, veio, igualmente, a orfandade, das citadas pessoas ligadas ao Major Pastor Nicodemos de Souza. Os familiares, amigos, colegas de farda e de ministério assistiram à cerimônia final de gratidão a Deus, naqueles instantes anteriores o sepultamento do corpo do pai, irmão, tio, sogro, avô e bisavô. No coração de seus descendentes e daquelas pessoas presentes, naquele princípio de tarde primaveril, do ano de 2019, havia a certeza de que seu espírito retornava a Deus, e seu corpo ao pó de onde viera. Sou muito grato a Deus pelo privilégio a mim concedido, nesse tempo de relatório e de pesquisa de um dos mais brilhantes homens que conheci: o Major Pastor Nicodemos de Souza. De igual modo, agradeço aos colegas militares – Coronel PM Neyton Rodrigues, Major PM Gislayne Helena Marques de Souza, 2º Tenente PM Wágner Moreira da Silveira, Subtenente PM Hélcio Oliveira e 3º Sargento PM Edinaldo Moreira dos Santos – que me favoreceram o acesso aos registros do militar, para elaborar esta Historiografia. Ao final, agradeço, de coração, a cada um de meus queridos irmãos que comigo desfrutaram da inesquecível convivência com nosso pai e ajudaram-me na elaboração desta obra singela. Aplaudemos a revisão e o Prefácio da autoria do Coronel Veterano João Bosco de Castro.
Isaac de Oliveira e Souza.

O Major Pastor Nicodemos de Souza. * * * * * [Nome do leitor: ideosouza].